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José de Sousa Saramago


José Saramago nasceu na vila da Azinhaga, filho de José de Sousa Saramago, posteriormente policial, e de Maria da Piedade. A família mudou-se para Lisboa em 1924. Teve um irmão, Francisco de Sousa, falecido ainda em criança.

O apelido Saramago tem origem numa alcunha familiar, associada a uma planta herbácea comum na região da Golegã. Por erro do conservador, o apelido foi incluído no registo de nascimento e mais tarde assumido oficialmente pelo pai.

Demonstrou desde cedo interesse pela cultura e pelos livros. As dificuldades económicas impediram-no de concluir os estudos liceais, tendo-se formado na Escola Industrial de Afonso Domingues, onde concluiu o curso em 1940. Trabalhou como serralheiro mecânico e frequentava regularmente a Biblioteca Municipal Central.

José Saramago faleceu a 18 de junho de 2010, aos 87 anos, na sua casa em Lanzarote, vítima de leucemia crónica. O funeral teve honras de Estado. O corpo foi cremado em Lisboa e as suas cinzas depositadas, em 2011, junto a uma oliveira.

 

Percurso profissional e literário

Aos 25 anos publicou o primeiro romance, Terra do Pecado, no mesmo ano em que nasceu a sua filha Violante, fruto do primeiro casamento com Ilda Reis. O casamento terminou em divórcio, formalizado em 1974. Viveu posteriormente com a escritora Isabel da Nóbrega e, mais tarde, com Pilar del Río, com quem se casou em 1988.

Exerceu funções como tradutor, editor e jornalista, trabalhando no Diário de Notícias e no Diário de Lisboa. Em 1975, enquanto diretor-adjunto do Diário de Notícias, foi responsável pelo saneamento de jornalistas no contexto político pós-Revolução dos Cravos. Após a sua demissão, decidiu dedicar-se exclusivamente à literatura.

Depois de um período dedicado à poesia e à crónica, regressou ao romance com Manual de Pintura e Caligrafia. O reconhecimento consolidou-se com Levantado do Chão e, definitivamente, com Memorial do Convento. Seguiram-se obras como O Ano da Morte de Ricardo Reis, A Jangada de Pedra, História do Cerco de Lisboa e O Evangelho Segundo Jesus Cristo.

Entre 1995 e 2005, publicou romances de carácter mais alegórico e universal, como Ensaio sobre a Cegueira, Todos os Nomes, A Caverna, O Homem Duplicado, Ensaio sobre a Lucidez e As Intermitências da Morte.

Sempre atento às injustiças sociais, Saramago manteve uma postura crítica e interventiva ao longo da sua vida.

Publicado por: Freguesia de Azinhaga

Publicado em: 08-01-2026

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